Avaliação e planejamento da cirurgia de catarata com a Dra. Isabel Brasil, em Laranjeiras, com medida dos olhos, escolha da lente intraocular e orientação do pós-operatório.
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A cirurgia de catarata troca a lente natural do olho, que ficou opaca, por uma lente artificial. Com a Dra. Isabel Brasil, no Rio de Janeiro, a avaliação acontece no consultório de Laranjeiras, com medida dos olhos (biometria), exame da retina e conversa sobre a escolha da lente intraocular. A cirurgia é feita em centro cirúrgico, com local combinado na consulta.
A catarata costuma se instalar devagar, e por isso muita gente se adapta a ela sem perceber. Os sinais aparecem no dia a dia, em situações que parecem pequenas. Veja se você se reconhece em alguma delas:
Nenhum desses sinais, sozinho, confirma o diagnóstico. Outras condições, como o olho seco, o astigmatismo desatualizado ou alterações da córnea, também embaçam a visão e atrapalham a noite. A avaliação serve justamente para separar uma causa da outra e definir o caminho certo para o seu caso.
Existe uma imagem popular de que a catarata seria uma película que cresce por cima do olho. Não é isso. Dentro do olho, atrás da íris, existe uma lente natural chamada cristalino. Ela é transparente e flexível na juventude e ajuda a focar a imagem na retina.
Com o passar dos anos, as proteínas dessa lente se reorganizam, e ela vai perdendo transparência, ficando opaca e amarelada. A luz passa a atravessar um meio turvo, e a imagem chega à retina sem nitidez. Catarata é exatamente isso: a perda de transparência do cristalino.
A idade é o fator principal. A catarata relacionada à idade costuma começar a se formar a partir dos 50 ou 60 anos, mas há fatores que podem antecipá-la, como o diabetes, o uso prolongado de alguns medicamentos, traumas no olho, cirurgias oculares anteriores e a exposição intensa ao sol sem proteção ao longo da vida. Ler no escuro, usar o celular ou forçar a vista não causam catarata.
Também é comum confundir a catarata com a vista cansada, que começa por volta dos 40 anos e dificulta a leitura de perto. As duas envolvem o cristalino, mas são diferentes: na vista cansada, a lente perde flexibilidade; na catarata, perde transparência. Elas podem coexistir no mesmo olho.
Até hoje, nenhum colírio dissolve ou reverte a catarata. Quando a opacidade passa a atrapalhar a vida, o tratamento é a cirurgia.
Não. A orientação de esperar a catarata “amadurecer” vem de um tempo em que a cirurgia era mais invasiva e valia a pena adiar. Com a técnica atual, a lógica se inverteu. Um cristalino muito opaco fica mais denso e mais duro, o que torna a cirurgia tecnicamente mais trabalhosa e a recuperação, em geral, mais lenta. Além disso, esperar demais significa passar meses ou anos enxergando pior do que o necessário.
O critério que costuma orientar a decisão é o impacto na sua rotina. Se a visão atrapalha dirigir, ler, trabalhar ou se locomover com segurança, é hora de conversar sobre a cirurgia, independentemente do estágio descrito no laudo. Essa decisão é tomada em conjunto, depois do exame.
A ideia central é simples: retira-se o cristalino opaco e coloca-se uma lente artificial, chamada lente intraocular, no lugar dele. A técnica mais usada hoje é a facoemulsificação, em que o cristalino é fragmentado por ultrassom e aspirado através de uma incisão de poucos milímetros.
A lente intraocular entra dobrada por essa mesma incisão e se abre dentro do olho, apoiada na cápsula que envolvia o cristalino. Na maior parte dos casos, a anestesia é local, com gotas anestésicas e, às vezes, uma sedação leve. Não costuma ser necessária anestesia geral.
O procedimento em si costuma levar de quinze a trinta minutos, e a pessoa vai para casa no mesmo dia. Opera-se um olho de cada vez, com um intervalo entre eles. A cirurgia é feita em centro cirúrgico; local, data e preparo são combinados na consulta.
Como em qualquer cirurgia, existem riscos, que variam conforme a saúde de cada olho. Eles são explicados com clareza na consulta, junto com o que é esperado para o seu caso, para que a decisão seja tomada com informação.
A Dra. Isabel Brasil é médica, formada pela Faculdade de Medicina Gama Filho, com formação em oftalmologia, pós-graduação pela PUC-Rio, fellowship de córnea na Oculistas Associados e mestrado pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Integra o Grupo AVA (Ambrósio Vision Academy) e foi palestrante no congresso da Sociedade Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa (BRASCRS) em 2026.
A avaliação começa pela conversa: como está a sua visão, o que mais atrapalha, como é a sua rotina, se você dirige à noite, quanto tempo passa em telas e o que espera da cirurgia. Em seguida vem o exame, que costuma incluir:
A formação em córnea pesa nesse planejamento. Uma córnea com astigmatismo, ceratocone ou cirurgia refrativa anterior muda o cálculo da lente e a escolha do modelo. Ao final, a Dra. Isabel explica o que encontrou, as opções de lente e o que esperar de cada uma.
A escolha da lente intraocular é uma das decisões que mais influenciam como você vai enxergar depois. A lente entra com o grau calculado para o seu olho, e por isso muita gente passa a depender menos dos óculos, sem que isso seja uma garantia. A tabela resume os tipos em termos gerais. A indicação depende da avaliação de cada caso.
| Tipo de lente | Como funciona | O que costuma ser considerado |
|---|---|---|
| Monofocal | Foca bem em uma distância, em geral a de longe | Costuma manter a necessidade de óculos para perto; boa opção quando a retina ou a córnea pedem simplicidade |
| Foco estendido | Amplia a faixa de nitidez, cobrindo longe e distância intermediária, como a do computador | Pode manter óculos para leitura de letras pequenas; efeitos visuais noturnos costumam ser discretos |
| Multifocal | Divide a luz entre mais de um foco, cobrindo longe e perto | Maior chance de halos à noite; depende muito da saúde da retina e da tolerância de cada pessoa |
| Tórica | Corrige também o astigmatismo da córnea | Pode ser combinada com os tipos acima, quando há astigmatismo significativo |
O que pesa na escolha é a saúde da retina e da córnea, o grau de astigmatismo, a sua rotina e a sua tolerância a efeitos visuais noturnos. Não existe uma lente ideal para todos; existe a que faz mais sentido para o seu olho e para o que você faz todos os dias.
A recuperação costuma ser rápida, e é justamente por isso que convém combinar as regras antes: a sensação de estar bem chega antes de o olho estar cicatrizado.
Nas primeiras horas. Visão embaçada, sensibilidade à luz e impressão de areia no olho são esperadas. Usa-se protetor ocular para dormir nos primeiros dias, para evitar esfregar o olho sem perceber.
Na primeira semana. A visão vai clareando dia após dia. Evitam-se esforço físico intenso, piscina, mar e maquiagem nos olhos. O banho é normal, com cuidado para não entrar água e sabão. Os colírios prescritos seguem o horário combinado, mesmo quando o olho parece bem.
Nas semanas seguintes. O grau final costuma estabilizar em algumas semanas. Só então faz sentido fazer óculos novos, se forem necessários.
Anos depois. A catarata não volta, porque o cristalino foi retirado. Em parte das pessoas, porém, a cápsula que sustenta a lente artificial perde transparência com o tempo, e a visão embaça de novo. Isso se resolve, em geral, com uma aplicação de laser feita no consultório, sem corte.
Sinais de alerta. Dor forte que não passa, perda súbita ou piora rápida da visão, ou olho vermelho com dor depois da cirurgia: procure atendimento de urgência ou fale imediatamente com a médica.
A avaliação para cirurgia de catarata é particular, no consultório de Laranjeiras, às sextas-feiras, das 8h30 às 15h. Você pode pedir recibo para solicitar reembolso ao seu plano de saúde, conforme as regras do plano. Para quem já tem exames e quer uma segunda opinião, uma primeira conversa pode ser feita por vídeo, pela consulta oftalmológica on-line. Veja também a página de contato.
Na maior parte dos casos, não. A anestesia é local, com gotas anestésicas e, às vezes, uma sedação leve. Pode haver sensação de pressão e de areia no olho nas primeiras horas, que costuma ceder rapidamente.
O procedimento costuma levar de quinze a trinta minutos por olho, e a pessoa vai para casa no mesmo dia. O tempo total no centro cirúrgico é maior, por causa do preparo e da recuperação imediata.
Não. O cristalino é retirado. O que pode acontecer, meses ou anos depois, é a cápsula que sustenta a lente perder transparência. Isso costuma ser tratado com uma aplicação de laser no consultório.
Não. Nenhum colírio dissolve ou reverte a opacidade do cristalino. Quando a catarata atrapalha a sua rotina, o tratamento é a cirurgia.
Em geral, não. Opera-se um olho de cada vez, com um intervalo entre eles, combinado de acordo com a recuperação do primeiro olho.
Pode. O diabetes não impede a cirurgia, mas a retina passa a ser o ponto central da avaliação, e o controle da glicemia entra no planejamento, combinado com quem acompanha o diabetes.
Depende da lente escolhida, da saúde do olho e da sua rotina. Muitas pessoas passam a depender menos dos óculos, mas o resultado varia de pessoa para pessoa. A expectativa para o seu caso é conversada na avaliação.
A cirurgia é feita em centro cirúrgico. Local, data e preparo são combinados na consulta com a Dra. Isabel.
Conte pelo WhatsApp o que tem incomodado na sua visão e se você já tem algum exame. Você recebe a resposta com os horários disponíveis. Se quiser conhecer outros atendimentos, veja a cirurgia refrativa, o transplante de córnea, a página inicial ou as perguntas frequentes.
Exames do formato da córnea, estágio da doença e as opções para cada fase.
ConhecerAvaliação de quem não enxerga bem por córnea opaca ou deformada.
ConhecerAvaliação para o laser, inclusive a Presbyond para a vista cansada.
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Consultas no consultório de Laranjeiras, às sextas-feiras, ou por vídeo, com horário combinado. Conte pelo WhatsApp o que você sente ou o exame que precisa avaliar.
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